Um convite

Olá pessoal!

Atualizem os links, estou mudando de endereço. A partir de agora eu escrevo no Caballero Andante. Não se trata de uma despedida, e sim de um convite. Espero vocês lá! ;-)

Bem, sei que pode parecer frescura minha, afinal já escrevo no Lúdico há mais ou menos um ano, mas desde o início eu tinha um objetivo bem definido aqui, que era o de escrever sobre o período medieval. Acontece que eu não leio sobre esse assunto toda semana, o que me deixava às vezes sem assunto novo, e por isso fui tornando esse blog aos poucos um pouco mais pessoal, e escrevendo sobre diversos outros temas. Mas, eu sentia que isso era como desvirtuar o objetivo inicial. Agora no Caballero eu não tenho um objetivo fixo, eu posso construir o caminho ao caminhar. Vocês já sabem dos temas que me atraem, então não será novidade. E atualizarei o Caballero com mais frequência.

Sem mais comentários aqui. Já tem texto novo esperando vocês lá! ;-D

C’est fini!

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O “véu” medieval “dispersou-se ao vento”(?)

Enquanto não atualizo este blog com algum post detalhado, vou colocando mais de minhas anotações breves, pois meus amigos têm pedido que eu continue a postar. Hoje comento sobre uma pergunta com a qual me deparei há algum tempo sobre em que contexto Jacob Burckhardt teria dito que o “véu” medieval “dispersou-se ao vento” (esta teria sido a importância histórica da Itália, visto que ali pela primeira vez dispersou-se o “véu medieval”, bem como o italiano teria sido “o primogênito dentre os filhos da Europa atual”, assim como Petrarca “um dos primeiros homens inteiramente modernos”).

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Ser e existir

Das minhas anotações breves…

A diferença entre “existir” e “ser”, complexa questão metafísica, mereceria toda uma série à parte. Contentemo-nos aqui com o seguinte, que não é de minha lavra, e que elucida a dificuldade de maneira primorosa: “Eu [ente humano] existo tanto quanto uma xícara; mas sou mais que ela.” (O Cogito cartesiano, ou o pensar como causa do ser, de Carlos Nougué)

Precisei da iluminação do ínclito Renan para entender a frase do Nougué.

“Salve, Luiz Fernando, tudo certo?

É o seguinte: o fato de eu existir e o fato da xícara existir são exatamente o mesmo. A existência não admite grau: ou se é, ou não se é, ou se é em potência. Já a minha essência é superior à da xícara, o meu essendo é mais completo, carrega mais potencialidades do que a xícara, sou, enfim, ontologicamente mais elevado do que ela. Como diria o Mário, a xícara vale menos do que eu.

Sendo bem metafórico, eu ocupo um lugar mais amplo do que a xícara nas possibilidades do Ser.” (18/fev/2010).

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